Anjos perdem no tribunal e terão de arcar com mais de 30 mil euros
Na sexta-feira, 3 de outubro de 2025, ficou decidido: Joana Marques foi absolvida na ação que os Anjos lhe tinham movido — um processo que envolvia um pedido de indemnização no valor de um milhão de euros.
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A decisão judicial veio, portanto, negar os pedidos da dupla, que agora além de perderem a ação ainda terão de suportar o pagamento de custas judiciais que ultrapassam os 30 000 euros.
Contexto e resultado do processo
Tudo começou quando os Anjos decidiram levar a humorista Joana Marques a tribunal, exigindo uma indemnização elevada — um milhão de euros — por alegados danos à sua honra e dignidade.
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As razões precisas invocadas no processo não são detalhadas nesse artigo, mas o cerne da disputa residia num confronto entre liberdade de expressão, humor e eventuais consequências sobre a reputação dos artistas envolvidos.
No entanto, o tribunal acabou por absolver Joana Marques, julgando improcedentes os pedidos apresentados pelos Anjos.
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Como se não bastasse a derrota, foi ainda determinado que os Anjos deveriam pagar as custas judiciais — montante que ultrapassa os 30 mil euros.
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Reação pública e oficial dos Anjos
Assim que tomaram conhecimento da sentença, Sérgio e Nelson Rosado, parte integrante da dupla Anjos, emitiram um comunicado nas redes sociais para reagir ao desfecho judicial.
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No texto, eles reconhecem que o resultado “não era o esperado”. Ainda assim, afirmam respeito pela justiça, mesmo que discorde da decisão: “Sempre dissemos que respeitamos e acreditamos na justiça, mesmo em decisões como a de hoje, com a qual não concordamos.”
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Na mesma mensagem, destacam que ao longo dos mais de 25 anos de carreira sempre pautaram a sua conduta por seriedade, profissionalismo e respeito pelo público — valores que, dizem, continuarão a orientar o seu trajeto artístico.
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Importante também é notar que os Anjos afirmaram não pretender recorrer da decisão: “Este processo nunca teve como objetivo limitar a liberdade de expressão e muito menos o humor, mas sim defender aquilo que é justo — a nossa honra e a nossa dignidade como pessoas e artistas. A Justiça falou e agora com serenidade seguimos em frente.”
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No fecho do comunicado, reservaram palavras de agradecimento aos fãs, amigos e familiares que os “acompanharam durante este período exigente e duro”. Segundo eles, o apoio recebido foi essencial para atravessarem esta fase. Referem ainda que “a nossa música e ligação ao público estão acima de qualquer polémica” e que vão continuar “focados naquilo que sabemos fazer: cantar, emocionar e estar próximos de quem acredita no poder da música.”
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Consequências legais e simbólicas
A derrota judicial dos Anjos é, por si só, um marco no embate entre artistas, humor e os limites da expressão pública. O pagamento de custas judiciais — mais de 30 mil euros — torna ainda mais pesada a consequência financeira desta ação. Além disso, ao optarem por não recorrer, os cantores aceitam tacitamente o encerramento da via jurídica.
Por seu lado, a absolvição de Joana Marques reitera o entendimento do tribunal de que, no caso específico, não houve fundamento suficiente para condenar a humorista pelos danos invocados. Esse desfecho pode reforçar precedentes sobre como casos semelhantes poderão ser encarados no futuro — especialmente nas fronteiras entre humor, crítica e responsabilidade.
Reflexão sobre liberdade de expressão, reputação e humor
Este caso suscita várias perguntas: até que ponto podem artistas reivindicar proteção judicial da sua honra frente a críticas públicas ou sátiras? Quando a liberdade de expressão — especialmente no âmbito humorístico — se choca com interesses pessoais ou reputacionais de figuras públicas, qual deve ser o ponto de equilíbrio?
Os Anjos insistem que o processo não tinha por objetivo censurar o humor, mas sim defender a sua dignidade como pessoas e profissionais. No entanto, o facto de terem movido uma ação tão pesada contra Joana Marques gerou atenção mediática e alimentou o debate sobre esses limites. Por outro lado, a absolvição sustenta que, no caso específico, as alegações não se revelaram juridicamente válidas ou suficientemente provadas.
Há ainda o fator simbólico: artistas que optam por litigar contra humoristas correm o risco de serem vistos como intolerantes às críticas ou sátiras — o que, em casos públicos, pode gerar repercussões na opinião do público.
O que resta agora?
Com o processo encerrado e a decisão transitada em julgado (já que não haverá recurso), resta aos Anjos cumprir a condenação nas custas judiciais. Do ponto de vista artístico, poderão tentar virar a página e prosseguir com os seus projetos musicais, sem que esta polémica os defina completamente.
Do lado de Joana Marques, a absolvição representa uma vitória jurídica clara. E simbolicamente, um reforço de que o humor pode resistir ao crivo dos tribunais — se bem fundamentado — sem ser considerado automaticamente ofensivo.



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